sexta-feira, maio 11, 2007

A Liberdade de dizer


Minha bandeira tem cor do tempo
O tom que escolhi
Nesse momento
Perdi

Nela pincei toda metade do passado
O que não vivi
De errado
Escondi

Independente do auto-colonizador
Finquei meu símbolo
Fugi da dor
De ídolo

Revoguei os dogmas da minha prisão
Liberdade: um embaraço
De uma fraco coração
Sem marca-passo

Trotes da tragédia da persuasão divina
Louca obsessão de letras publicadas
Teorias urgentes de esquina
desajustadas

Refém do silenciador invencível
Poder de quem é o comando
Momento irreversível
Dominando

Fruto da genética psicológica da submissão
Atrapalho do balançar de uma bandeira
Destremulada por minha fraqueza
Por mais que eu queira

Inutilidade disseminar um discurso burocrático
Se quem me detém é a coleira do sistema
Só não queria ser estático
Não é meu esquema

E embora minha luta seja menos do que puder
Embora fraca ante à Guerra do Poder
Devo ser mais do que quiser
Devo ser

Persistir na indesistibilidade (des)conquistada
Provocar a algema fortalecida
Uma história mal-contada
Re-Vivida


(por uma voz solta

no eco incerto de uma

esperança absorta

pelo "correto")


Sem saber
Sem desistir
A liberdade de dizer
A liberdade de existir.

2 comentários:

Aninha disse...

Você tem a liberdade de existir e o poder de SER... E com importância fundamental, única, insubstituível!
=***

Beth disse...

poeta.