quarta-feira, setembro 23, 2009

Saia













Sombra dançando entre as mesas
saia girando no vento do cais
sandálias pintando o cinza do asfalto
colares de contas pendendo pra trás

Beleza modesta pra editoriais
embora o encanto fosse exuberante
flutuando entre os olhos hipnotizados
daqueles que vinham mais adiante

Toda festa só graça
sorriso que nem precisava de cor
nas pernas pintadas com tintas diversas
os códigos escritos do muito que amou

Mãos no compasso do ritmo pesado
que toca na esquina, no passo de alguém
molejo nervoso e cadenciado
seguro das voltas, mil voltas que vêm

Mas leva tristezas pra lá de escondidas
na viva pintura das estampas coloridas
E só quem mais tarde a vê despida
Percebe o quanto ardem suas feridas.




Um comentário:

thaís disse...

essa tem uma musicalidade incrível!

:*