domingo, maio 18, 2008

À fogueira


Pretensões viram chuva. Chuva vira lama, que vira pesar, que vira arrependimento, que vira presente, que vira ressaca, que vira conta, que vira dívida, que vira angústia, que vira dor, que vira batimento cardíaco, que vira insatisfação, que vira dor, que vira hora, que vira relógio, que vira amanhecer. E vira dia, e vira novo, e viro eu, você e nós todos. Talvez seja meu álcool, talvez seja sua escolha, talvez seja sua ordinária e legítima pretensão de liberdade. Talvez seja minha insatisfação premente que me impede de me explicar, e precede toda a famigerada vontade de confessar tudo aquilo que quero e não consigo. Acovardo-me, como um tuberculoso à última noite, à espera de uma nova cura, que só me adoece. Sou todo chocalhos e esperanças e dúvidas e qualquer coisa que não se explique nesta vã comunicação.

*

Sou todo assim e assando.

2 comentários:

mana disse...

me da a mão higgo, vamo pular esa fogueira?

hehe

=*
amo tu, bebinho de deus
hehe
=*********

Maria disse...

Lindo!!! Adorei, achei meu tradutor.