
segunda-feira, agosto 27, 2007
A revolta dos dezoito

quarta-feira, agosto 08, 2007
Abraços Grátis

Pode ser rapaz, pode ser uma menina
não há nessa esquina interesse algum
apenas o abraço de dois formando um
Tudo que talvez você queira
Na esteira de um dia dificil
seja esse novo ofício, minha atitude
de estender-lhe meus braços em solicitude.
Enconsta no meu peito,
sou de defeito e acerto como você,
não há por quê não entender
O que venho humildemente oferecer.
Oferto-te minha mão, minha humildade
Na certeza de seres meu semelhante,
Ante a beleza de sermos iguais errantes
No caminho correto de acertar quando podemos.
Nao te conheço, mas nossos caminhos aqui se juntam
Eis os meus braços os que te cruzam
Abusam da beleza de enxergar no desconhecido
Qualquer coisa que não um inimigo.
Sei que a vida moderna nos afasta
Uma baderna de tempos sem valor
Mas meu braço está aqui pra que percebas
e aceite que te enxergo com amor.
Pois um povo que se aquece
com o calor do abraço de quem não conhece
é um povo que se aceita
e que, sobretudo, se respeita.
http://www.youtube.com/watch?v=vr3x_RRJdd4
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ESTE QUE VOS ESCREVE ABRAÇA COM LOUVOR TAL INICIATIVA.
JUAN MANN, AUSTRALIANO, PRIMEIRO A PÔR EM PRÁTICA O QUE SE CHAMOU DE 'FREE HUGS', NÃO FOI APENAS O QUE INICIOU UMA BELA PRÁTICA, MAS ALGUÉM QUE TALVEZ TENHA INICIADO UMA NOVA FORMA DE VER O MUNDO. ATRAVÉS DA GENTILEZA DO BELO ATO DE ESTENDER OS BRAÇOS AO OUTRO.
sábado, agosto 04, 2007
Atravessando a ponte

Ele encontrou e não quis duvidar. Tanta falta de clichê poderia até ser...E não foi. Mas enquanto o poder do encantamento e da possibilidade do ‘quiçá’ fazia-se presente, ele enaltecia-se na esperança de uma nova paixão, de um novo amor. Parecia perfeita. Coincidências cinematográficas. Afinidade à flor da pele. Doces lembranças e imaginações diversas sobre o talvez de um possível encantamento. Porém, a vida lhe provou ser feiticeira. Traduziu tudo que houvera imaginado em possibilidade real. Controlou seu guidon contra a correnteza, tornando-o opressor das paixões alheias. Contudo, criou um inocente apaixonado.
Aparentava perfeição. Todas as frases. Todos os gestos. Tudo parecia inclinar-se à sua vontade, ao seu desejo. Os interesses pareciam encaixar-se, encontravam-se em seus pensamentos. Eram nitidamente colaterais, coordenados e convergentes. Eram. Passaram-se uma, duas oportunidades. Avultavam-se em significado e em importância. A cada gesto sua confiança crescia e cada momento perdido lhe era seu próprio calabouço. Mas, além de prisioneiro do azar, alimentava esperança da oportunidade.
Seguia, assim, no caminho tortuoso da probabilidade. Esta alicerçada nas interpretações superestimadas de alguém que espera demais. E foi a espera do melhor momento que o levou à ruína. A aparente perfeição do encontro começou a desmoronar quando, confiante no sonho, confrontou-se com a fria realidade. Não era ele a quem se destinava toda aquela quente doçura. A ele não pertencia a afinidade superinterpretada. Um outro alguém conquistara seu amor. No seu jeito de ser, havia feito de tudo para que ela percebesse seu afeto. Mas talvez a sua flor a fizera perceber o amor de outro alguém.
Para ele, tudo, até então, estivera irretocável. Tudo arranjado, combinado inconscientemente. A perfeição estava por vir; porém viera a decepção. Imaginara todo aquele jogo de conquista entre os dois. Tentara de todas as suas formas mais gentis estabelecer o limiar do compromisso abstrato. Ele era dela. Ela era sua. Até então.
Eis que o tempo passava, seus olhares iam ao encontro dos dela. Pareciam fugir-lhe ao controle. Sentia cada vez mais necessidade de proximidade, de fundir-se em saliva e sentimento. Porém, em sua gentileza de ser, esperou, não soube por quê. Talvez pela 'certeza', ignorando a possibilidade erradamente anunciada. Tal demora, ou tal erro crasso de interpretação, logo o pusera de frente com a verdade. Eram aos braços de outro a que ela se entregava. Era na boca do outro em que ela se perdia. Era o sorriso do outro o que ela procurava. O que lhe restava, resignação, apatia e saliva seca engolida no sofregar de uma música não-desejada. E ninguém percebia.
Enquanto afundava-se na tristeza, na dor de suportar, exatamente ao seu lado, aquela boca noutra boca, pensava em todos os pecados que outrora cometera. E se perguntava por que razão suas punições vinham tão depressa...Não se recordava de ser tão ruim, ao ponto de merecer tanto de tanta coisa. Enquanto se esforçava em atender aos desejos daqueles que requeriam a volta pra casa, num gesto egoístico de livrar-se também daquele espetáculo vexatório, pensava nos antídotos necessários para erguer-se daquele baque.
E assim foram eles. Em grupo, porém solitário. Conversando, porém em silêncio. Sorrindo, embora chorando. Tanto que, no momento da despedida, viu-se literalmente sozinho, abandonado, tendo lhe sido concedido apenas um breve gesto de adeus. Um aceno que lhe era dado em consideração, mas funcionava como uma adaga no peito, dilacerando todas suas expectativas mais inocentes.
Assim se foi ele, que antes era capaz de tão habilmente dividir sua racionalidade de seus sentimentos. Alguém que parecia sabiamente camuflar suas emoções, mas que, naquele momento, as entregara às pessoas mais estranhas, em forma de lágrimas e alma ferida. Aqueles que por ele passavam não imaginavam o quanto dissolvidas em seu rancor estavam suas emoções mais singelas. O quanto confundia-se com sua raiva a sua decepção mais agoniante. Ninguém naquele lugar poderia imaginar o quanto deixara para trás em prol daquele momento. E o quanto aquela escolha havia destruído sua boa intenção.
Entregue ao desespero de sua dor, relutou, como tantas vezes, a aceitar passivamente seu destino. Enfrentou-o, acompanhado apenas de sua sôfrega consciência, à procura de alguém com que pudesse dividir tal aflição. Atravessou o medo e o desespero da solidão, pela ponte mais deserta, em busca de um colo amigo, e, não encontrando-o em lugar algum, refugiou-se nas batidas dos tambores mais resistentes: a trilha de seu mais triste desespero. Fizera todo o caminho de volta sozinho. Na mais bela e terrível cena que poderia protagonizar. Enfrentara a madrugada, a ponte solitária e os ladrilhos molhados aos prantos, dissolvendo-se na lembrança daquele adeus frio e indigno e cruel.
Contudo, trôpega e dramaticamente, conseguiu voltar pra casa, sob o céu que chovia em líquido tudo aquilo que ele desejava chorar em lágrimas. Como numa das cenas mais tristes e clichês que poderia ter imaginado, entregou-se ao desorgulho do disfarce de sua tristeza, deixando cada lágrima como uma cicatriz que o ensinaria a crescer. Tivesse uma maquiagem, estaria borrada. Tivesse necessidade de atenção, seria o assunto do dia seguinte. Fosse um ser sentimental, estaria até agora inerte nalgum copo de cerveja.
Mas ele continuva sendo ele. A fortaleza. A rocha inatingível. O orgulho personificado, embora sem chão. E tal figura jamais seria manchada pela maior desilusão de sua vida. Tal imagem chegou a tremer ante o reflexo daquele abandono na madrugada; porém opaco diante daquele que deseja tanto mais para uma vida até então vivida de tanto menos. Assim sendo, enxugou as lágrimas secas em cicatriz, demonstrou a si mesmo que era capaz de erguer-se de qualquer decepção e limpou seus joelhos, até então sujos de tantas quedas em apenas uma noite. E foi-se em busca de uma felicidade diferente daquela que até então era fruto de sua mais criativa imaginação.
segunda-feira, julho 16, 2007
O assunto é esporte


A seleção de futebol não apenas venceu medalha, troféu e dinheiro. Não só apenas levou o bicampeonato da Copa América. Não somente classificou-se para a Copa das Confederações. Estas são meras conseqüências. O que mais me orgulho é a forma com que venceu! O jogo bonito, raçudo, confiante e certeiro que desfilou em campo. Não se via apatia, nada de jogo entregue, jogadas argentinas cortadas no meio-de-campo, bendita trave, bela defesa...Tudo conspirava a favor! Argentinos corriam de um lado a outro, num tango ensaiado, consciente e poderoso, mas ineficiente frente ao poderio do samba no pé dos jogadores brasileiros. Lançamento milimétrico de Delano, ajuda providencial de Ayala e passe profissional de Vágner Love desenharam o chocolate brasileiro aos nossos hermanos. Bela vitória!! Belo jogo!! Assim que se faz: gana, força e energia para fazer jus a uma camisa rica em história!!
É de encher de orgulho qualquer peito verde-e-amarelo. Podem paracer conquistas tímidas frente a qualquer nível de primeiro patamar, podem soar como raros os momentos de glória dourada de nosso esporte. Mas é dessa forma, e através de nosso reconhecimento, que podemos continuar vencendo, nos tornando, um dia quem sabe, uma potência olímpica de fazer tremer os adversários. Como em quase todos os setores sociais em nosso País, o esporte não possui o investimento necessário, cabendo-lhe incentivos privados, projetos sociais comunitários e pouca quase nada cultura esportiva de atividade transformadora. Muito a melhorar!! Muito!!!
Mas a certeza de que somos reconhecidos, além de por nossa condição de aprendizes em diversas modalidades, pela garra e pela vontade incontestável de entrar para vencer. No Panamericano, estou certo de que muitos dias como o de domingo hão de vir. E muitas vitórias mais, para fazer-nos alavancar no ainda apagado quadro geral de medalhas. Temos natação (Rebeca Gusmão!), ginástica individual, atletismo, finais de vôlei e handebol, muito, muito por vir. E com toda essa esperança, uma torcida sem fim, para realçar os tons de nossas bandeiras e para inflar-nos os peitos orgulhosos.
quarta-feira, julho 11, 2007
Eu sou mais Potter

terça-feira, julho 10, 2007
Tudo em cinza

domingo, julho 08, 2007
Silêncio!

segunda-feira, julho 02, 2007
Marginais em formação

sábado, junho 23, 2007
"9"

domingo, junho 17, 2007
São João?

sábado, junho 16, 2007
CEM

quarta-feira, junho 13, 2007
"Viajar eu preciso" ou "Hermanos e irmãos"



terça-feira, junho 05, 2007
Dize-me teu nome, que te direi com quem ele parece

quinta-feira, maio 31, 2007
Quem é você?

quinta-feira, maio 24, 2007
Baixio das Bestas

sexta-feira, maio 18, 2007
Coesão particular

quarta-feira, maio 16, 2007
We are the Earth Intruders

Sou sedento pela novidade. Como se um som novo me fizesse repetir as experiências de uma primeira vez, busco sempre estar atualizado com tudo que há de vir desses dois campos imprescindíveis. Não sou daqueles que se fecha ante às novidades, para exaurir ao máximo o que já se tornou passado. Eu escuto a mesma música mil vezes, se ela mexer comigo, mas não deixo de, nos intervalos, buscar novas músicas que me façam experimentar novas sensações. Admiro e amo os clássicos do cinema, mas estou sempre à espera de uma inventividade, seja na forma de contar um roteiro, seja na forma de posicionar uma câmera, seja na linguagem que tal filme utiliza.
Valorizo por demais a originalidade dos jovens artistas que servem como um receptáculo da reciclagem do que marcou época, acrescendo características próprias dos tempos modernos. É como reviver o passado, sem que seja considerado antiquado. É como re-experimentar velhos momentos com cara de novos. É como se sua (seu) esposa (o) tão amada (o), mas já sacrificada (o) pelos efeitos do tempo, reaparecesse certa noite com a pele menos ressecada, com a carne mais firme e cheiro de nova flor. Funcionam dessa forma novas estrelas, como Amy Winehouse, Lilly Allen, Artic Monkeys, Mystery Jets, Muse, entre muitos outros. Dentre os astros da telona, ressalta-se a inventividade de Charlie kaufman, Michel Gondry, Shyamalan, David Fincher, do Mestre Tarantino, Chan Wook Park, Alejandro Gonzalez Iñarritú, Darren Aronofsky!!
Mas um ponto especial a esse raciocínio deve ser direcionado àqueles artistas que dão um passo à frente. Àqueles que bebem de fontes passadas, mas fazem brotar de seus chafarizes novas cores, novos sons, novas sensações. Estes não são apenas reinvenções bem-vindas: são inventores. Ditam moda, seguem sempre no começo da fila, quebram antigos padrões, criam novos. Nos anos 60, BEATLES. Na década seguinte, a disco music deu o seu recado. Nos anos 80, Michael Jackson e Madonna ditaram as regras. Esta última perdeu em originalidade, mas continua por méritos espirituais inexplicáveis, à frente de todo e qualquer processo musical. MJ não merece comentários. Nos anos 90, não me vem à mente nenhum grande nome que funcione com divisor de águas, mas foi nela que basicamente se originou, cresceu e sedimentou-se, passando a perdurar pela virada do século, demonstrando que ela é o futuro, a melhor contribuição islandesa à humanidade. Ela se chama Björk.
Dona de um timbre de voz nunca antes ouvido neste Planeta, e de uma forma de utilizá-lo completamente original e inusitada, Björk é muito mais do que uma artista de vanguarda. Ela é o que há de novo. Tudo que ela realiza leva o toque de um gênio, refletido em sua inventividade e capacidade de renovar-se. Ouvindo sua discografia, é possível perceber a Obra de uma artista incompleta por natureza, intraduzível, inexplicável. É capaz de tornar sons guturais em obra-prima e de emocionar milhões com sua Selma, de "Dançando no Escuro" (sua bem-sucedida e marcante passagem pelo Cinema, sob a marca do também grande cineasta dinamarquês Lars Von Trier). O novo cume desta carreira brilhante reside em seu mais novo trabalho: “Volta”. Mais um disco excepcional, sonoramente lapidado de um modo a unir o que há de mais íntimo e exposto em cada um de nós. Sua voz inigualável embeleza as melodias, ora intimistas, ora ritmadas, ao som de batuques tribais, de um clima oriental, de um lirismo digno dos grandes musicais, de uma verdade escancarada. Uma miscelânea de sensações, de momentos, de sentimentos perpassam qualquer que seja aquele que aguce seus ouvidos a esta beleza que é “Volta”. E é uma viagem sem volta.
Portanto, artistas como esta jóia da “Terra do fogo e do gelo” ratificam em mim a certeza de que estarei sempre bem servido no meu desejo de experimentar o novo. Seja reinventado, seja realmente novidade. E me emociona perceber que são capazes de tocar em algo além de impressões em nossos tímpanos, mas em sentimentos recônditos, em necessidades de consumir com minhas emoções a qualidade artística que deles brotam. Por isso gosto tanto de Música e Cinema, pois ambos são terrenos férteis ao que mais aprecio na arte de apreciar Arte: a intenção de (re)fazer Arte.
Vai um conselho?

terça-feira, maio 15, 2007
Fossem lágrimas, seriam chorume

sábado, maio 12, 2007
Prazer, chamo-me dúvida
