
O Homem possui dois grandes campos de atuação: o pessoal e o profissional. O primeiro, entre outros aspectos relevantes, incide sobre os moldes do caráter, da personalidade e das relações interpessoais. O segundo se relaciona à realização financeira, à posição do indivíduo na sociedade e, mais precisamente, ao seu papel enquanto agente social. Estes pontos, de extrema importância na vida de qualquer ser humano, são otimizados à medida em que se reconhecem seus valores . E, para isso, o Homem precisa aprender a reinventar-se.
Assim sendo, nos moldes da modernidade, em que vigora vorazmente a individualidade e a competição, cabe ao Homem resgatar valores mensuráveis nas suas próprias ações. O reconhecimento de que seus atos não só interferem no seu próprio destino, quanto no de toda a sociedade, é o primeiro passo para o indivíduo se reconhecer "agente social" e, assim, poder aplicar os erros de um passado imperfeito a um futuro de boas expectativas. Para isso, reside na profissão a maior arma capaz de fornecer ao Homem a capacidade de mudar, a fim de transformar erros pretéritos em tentativas de acertos possíveis.
Dessa forma, a profissão de um Homem corresponde ao motor social que o guia pelo caminho tortuoso construído pela sociedade moderna. E este mecanismo essencial de empreender mudanças, a profissão, gera os meios efetivos para o indivíduo reinventar soluções, para contornar as atuais dificuldades, através da revisão dos próprios atos. Isso se faz por meio de restabelecimento de metas, mudanças de postura, emprego de ética e do equilíbrio de doses salutares de ambição para consigo e de grande generosidade para com o próximo. Diante disso, a capacidade de transformar a sociedade reside justamente no bom emprego de suas atribuições, na constante busca de comprometimento pessoal - através do acúmulo constante de conhecimento - e de compromisso social - pela reflexão de que se tem mais a ganhar em conjunto que por conta própria.
Portanto, vê-se com clareza que, neste caso, reinventar a profissão é gerir oportunidades com base nos acertos, modificando os erros e reconhecendo o papel do profissional como ator social. O bom profissional é aquele que se reconhece peça importante para a ocorrência de mudanças positivas e, assim, busca sempre reciclar a si próprio para, posteriormente, os efeitos refletirem-se, em maior escala, na sociedade. Não obstante modelos pré-determinados ou inovações salvadoras, o mais importante para o profissional de hoje é aprender a reinventar, para fomentar oportunidades futuras, com base num presente que jamais esquece do passado.
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Fazia tempo que não escrevia dissertação...
Homenagem à inesquecível Venusa Sá Leitão, que me ajudou nessa busca pela reinvenção.
Saudades...