terça-feira, março 21, 2006

a postar


Estou a postar este a fim de calar a minha própria boca pedindo para escrever. Como eu tenho certeza de que uma das coisas que mais me dá prazer na vida é, simplesmente, escrever, não há por que não me desdobrar um pouco, a fim de satisfazer este prazer tão proveitoso. Muitos sabem que eu fiquei sem computador um tempo, e por motivos mil, foi retardado cada vez mais o conserto do bicho. Logo, como eu não tenho hora , nem momento certo pra escrever, nem escrevo nada com objetivos previamente concebidos, sem computador em casa é praticamente impossível satisfazer esse meu desejo. Porque eu não consigo direito quando preciso, mas sim quando quero. Porque nada melhor como um ambiente familiar para deixar rolar o negócio no teclado.
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Bem, isso tudo é para dizer que este texto aqui é fruto dum gesto típico do viciado que não consegue se controlar e cai no vício. Mesmo não estando no MEU computador, me deu vontade de escrever. E mesmo correndo o risco de sair algo que eu não me sinta confortável em dividir com alguém depois, resolvi apostar. Isso, apostar!! Estando a postar, aposto em algo que acredito, mesmo que não seja da maneira que eu me sinta melhor.
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Por isso, quero sempre manter esse vício que me faz perder o senso e cair na produtividade boa que é produzir textos. E essa vontade, essa angústia que se forma quando não consigo colocar para fora em letras, palavras e frases meus mais recônditos sentimentos e pensamentos lógico-racionais, parece um choro contido que se acumula e fica preso na garganta. E sai, mesmo quando a gente não está no momento mais propício.
Pois está, este texto é como esse choro preso na garganta.
Mas, é melhor pensar nele como um riso que sai desesperador e dói na barriga depois, de tanto que foi bom...
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Façam suas apostas, estou de volta a postar!!!!

domingo, janeiro 15, 2006

sonho colorido


Sonho colorido é reflexo, espelho e imagem. É um “deja vu” do futuro. É sentir o que se sente, só que noutro corpo. É pensar o que se pensa, só que noutra mente. É dividir idéia parecida e concordar quase sempre. É experimentar conversar consigo mesmo. É ver seus próprios erros na atitude de outra pessoa. É se identificar.
Sonho colorido é ser gêmeo sem cordão umbilical. É perceber-se em outro jeito de falar. É reconhecer-se em outro jeito de andar.É verificar suas opiniões saindo de outra boca e seus carinhos feitos por outras mãos. É passar a acreditar em coincidências e crer no divino de se ver no outro. É acordar e ainda se ver deitado em outro sono.
Sonho colorido é um estágio de conquista que dura para sempre. É dividir semelhanças e falar enquanto se pensa. É falar a mesma coisa ao mesmo tempo e rir disso. É divergir no banal e concordar no essencial; aventurar-se no perigo de utilizar as mesmas estratégias, de demonstrar os mesmos defeitos, mesmo que em diferentes proporções.
Sonho colorido não é escolha; é encontro. Sonho colorido é viciante. É ir de encontro à máxima dos opostos. É contestar o magnetismo dos contrários e verificar que o norte se une a outro norte. O sonho colorido não é parte de um sono que já foi. É o tipo se sonho que se sonha de olhos abertos.
Sonho colorido é pétala de uma mesma flor. É flor de um mesmo jardim. É ter limites parecidos. É transgredir parecido. É impressionar-se a cada atitude. É uma aquarela sem bordas nem pintor. É um infinito quadro imaginário pintado a cada semelhança. É pintar a mesma cor em desenhos diferentes.
Sonho colorido é moeda tirada da fonte dos desejos. É pedido de felicidade. É ter as mesmas paixões. É identificar-se em hábito e rotina. É ter esperança de encontrar alguém com quem dividir felicidade. É relevar e descartar intransigências. Sonho colorido é névoa. Sonho colorido é fortaleza. É sorrir com pensamento.
É coração de mesmo tamanho. É coração.
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As cores desse sonho já duram por três meses. E que venham mais meses, acompanhados sempre, é claro, de novas cores. E de novos sonhos.

sábado, janeiro 14, 2006

nenhum vírus foi encontrado


O antivírus funciona como uma poderosa arma na busca e apreensão dos diversos males responsáveis pelos infinitos danos aos equipamentos da informática. É certo que não são totalmente eficientes na sua tarefa, pois novos vírus são ininterruptamente fabricados por especialistas em destruição, cujos efeitos são devastadores. Porém, devidamente atualizados, protegem contra muitos danos capazes de deletar arquivos, de destruir programas, de apagar memórias, de devastar equipamentos, entre outros.
Já imaginou quão bom seria se nós, seres humanos, também possuíssemos certos dispositivos que pudessem nos proteger dos danos que certos vírus nos causam? Não falo daqueles vírus já reconhecidos pela Medicina e pela Biologia, mas dos vírus que danificam nossa alma, que ferem nosso coração, que destroem nossos sentimentos, que nos tornam cada vez menores (ou maiores). Falo das injúrias do mundo, dos vírus produzidos pela maldade humana. Falo das demonstrações de falta de caráter, do desprezo às necessidades dos mais necessitados. Falo do descaso com o meio ambiente, da politicagem barata, da violência desenfreada. Da prática da maldade, do desrespeito ao próximo, da falta do bem-conviver. Da fabricação de inimigos e da falta de amizade. De saber que se acaba com algo muito mais rapidamente do que o tempo que se leva para construí-lo. Estes sim são vírus reais, mais poderosos do que qualquer outro já produzido artificialmente.
Pois é, como seria bom que fôssemos equipados com antivírus contra esses males, não? Assim, bastaria uma simples atualização, tão simples quanto um clique no mouse, para retirar todas as desgraças intensificadoras de nossa vergonha, para nos proteger das infiltrações da maldade no homem. É a partir desses “devaneios” que é possível perceber que existem, sim, tais remédios. Que há dentro de cada um de nós um antivírus mais complexo e poderoso do que qualquer objeto invasor. É assim que deve ser percebida a capacidade de destruição do homem: uma invasão capaz de ser combatida. Não acredito que o ser humano é inerentemente destruidor; acredito, sim, que é de nossa natureza a capacidade de renovação. Que podemos nos reconstruir através de nossos próprios erros, que podemos atualizar o nosso antivírus contra tudo o que nos faz sofrer.
Mas a maldade é voraz e sempre se acostumou a esconder de nós um artifício tão importante para a nossa sobrevivência. Os efeitos das tragédias de nós mesmos são tão devastadores que nos impedem de ativar nossos antivírus. E por isso deixamos que nosso HD seja consumido pela mesquinharia, que nossas memórias sejam devastadas, nossos arquivos mais importantes não possam ser acessados...Somos responsáveis por nossos rumos, somos responsáveis por nossas próprias agruras e angústias.
Está certo que não somos protótipos de bondade, mas também não somos projetos de maldade. Como muitos dizem, temos o bom e o ruim dentro de nós...Isso pode até ser verdade, mas o porquê de o mal previamente transparecer é tão deprimente, que me recuso a acreditar que possuímos potencial de destruição. A podridão, a gente consome; não produz. Ela está aí solta para ser absorvida pelos mais fracos. Não nascemos doentes; adoecemos. Nascemos inocentes e somos corrompidos pela corrupção. É triste demais acreditar que somos pré-dispostos para algum mal. É melhor pensar que não temos pré-disposição alguma... Estas vão sendo alimentadas ao decorrer de nossas más/boas experiências, desde a placenta ao caixão.
Como já dito, somos máquinas ambulantes de reinvenção, não de tragédias, e do mesmo modo que fabricamos armas de destruição, podemos fabricar antídotos de sobrevivência. Contesto plenamente o derrotismo e aprovo conscientemente o otimismo no mundo e nos seres humanos. Somos capazes de derrubar árvores, mas podemos plantá-las. Matamos, mas criamos vida. Roubamos, mas damos presentes. Erramos, mas acertamos depois. Caímos, mas levantamos em seguida. Odiamos, mas amamos. E amor é muito, mas muito maior.
Enquanto houver mãos para lutar pela vitória, não estaremos derrotados. Devemos sempre admitir que temos um potencial de mudança bem maior do que nós mesmos ou qualquer outro acreditam. E esse antivírus é a consciência de que somos capazes de burlar os maus exemplos e aprender com eles e não praticá-los, mas superá-los. Quem já superou alguma doença que parecia irrecuperável ou que já atingiu limites aparentemente inalcançáveis sabe do que eu estou falando. Enquanto existir a força para não desistir, a força de resistir, nós podemos sonhar com um mundo menos injusto, menos sedento por sangue, com menos disputa e mais ajuda. É assim que se conquista o caminho de momentos mais felizes, com boa vontade e certeza de êxito.
Nossos antivírus são nossos ideais. É preciso perceber que possuir um ideal não é ilusão, mesmo que o Mal seja tão grande a ponto de nos fazer querer jogar tudo pro alto e nos entregar. É Neste momento que temos a maior certeza de que devemos prosseguir, pois é sinal de que o mundo precisa mais do que nunca de nossos ideais, para que o Bem seja maior. Nunca é pouco acreditar. E acreditar não é um simples sopro no vento. É fazer ventar!
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Mais um texto de uma leva meio antiga. Este, na verdade, é o segundo de uma tentativa pessoal de fazer brotar em mim alguém que escreve no sentido estrito da palavra e não só "escreve" histórias loucas que se perdem nas loucuras da mente. Nossos antivírus são nossos ideais. Não deixe seus ideias se perderem em suas loucuras e faça um pouco de vento com os papéis de suas idéias.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Reticências...


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Não demora muito e aparecem reticências em nossas vidas...Frases não-ditas...Subentendidas...Momentos para lembrar...Para esquecer...Saudades...Projeções...Desejos não atingidos...Não-satisfeitos...Promessas não cumpridas...Promessas desfeitas...
E com isso, crescemos...Aprendemos com as reticências e com o silêncio que elas representam...Vazias?... Erro crasso... Elas são infinitas... Preenchidas por tudo o que quisermos...Elas são completas pela sugestão...Imensa responsabilidade a de preenchê-las...Responsabilidade nossa...Reticências são por excelência nosso mais lacunoso recurso...Representam o que quisermos que elas representem...Traduzem a ignorância e a sapiência...A tristeza e a alegria...O momento e a espera...A vitória e a derrota...O erro e o acerto...A surpresa e a antecipação...O início e o fim...Significam opostos...Daí a necessidade de saber usá-las...Este instrumento poderoso de quem quer se fazer entender ou confundir...Reticências são fins inacabados...Esperanças de uma continuidade ou a certeza de algo incerto...Pistas...O caminho para as pistas...A vontade e o desprezo...Respostas sem perguntas...Perguntas sem respostas...São qualquer coisa ou quase nada...São o que buscamos e do que fugimos...São a saída e a prisão...São a clareza e a vagueza...São o simples e o complexo...São o meu e o seu...São o que não quero e o que desprezo...São palavras e a falta delas...Dizem tudo e se calam...São precisas e aleatórias...Riem e choram...São obscuras e diretas...São objetivas e metafóricas...São transparentes e opacas...São místicas e racionais...Introduzem e concluem...Produzem e estatizam...Plantam e devastam...Perturbam e acalmam...Conquistam e decepcionam...Esperam e se fazem esperar...Agilizam e demoram...Significados sem significância...
Meu medo e minha coragem são reticentes...Todos somos reticentes...Até que morremos e elas acabam...Acabam-se a criatividade e a arte criadora... Até que ele, sondando, repentinamente se faz perceber...Ele vem e as leva, as afasta, as apaga...E as rouba para sempre, finalizando sua grandeza...Arrasta tudo...Mas não descarta as saudades...Vem como um furacão solitário e destruidor...Vem e se faz logo notar...Devastador...Misterioso...Melancólico...Vem e decepciona nossa imaginação...Não sugere e não produz...Ele nos elimina e não recomeça...Fria e calculadamente ele se aproxima...E, assim, aparece, uno e pobre e pequeno e poderoso ponto.
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Texto mais antigo, alguns já conhecem, mas não podia deixar de constar aqui. Meu ponto ainda não chegou, portanto tenho que aproveitar as reticências, não??

quarta-feira, janeiro 04, 2006

brincando de ser criança


É bom brincar de ser criança. E essa brincadeira deve ser levada muito a sério. Todos conhecem a máxima mais que certa de que todo mundo quando cresce deseja voltar a ser criança. Porém, o tempo, implacável como ele só, nos nega veementemente essa possibilidade. Contudo, quem nega é o tempo, meus caros. Apenas ele. O nosso estado de espírito, nossa imaginação, nosso coração...não! Contra estes nada o tempo pode fazer senão fazê-los envelhecer. E isto ele faz com voracidade!! Só que nós podemos contra-atacar!!! Como?? Bem, esse é o assunto a ser discutido.
Somos extremamente vulneráveis aos efeitos devastadores do tempo. Ao fazer o que nos é de mais direito fazer, viver, nos entregamos aos braços imbatíveis do senhor tempo. E o viver para muitos significa amadurecer, acumular experiências, crescer em todos os sentidos e seguir em frente na longa (ou breve) escalada do senhor tempo até chegar a hora da despedida. E esse viver muitas vezes encontra por este caminho obstáculos diversos, que nos fazem apagar o passado com uma bocharra boa pra danar, nos tornando a cada dia que passa adultos igualmente sérios e compenetrados em estudar, trabalhar, pensar no futuro, futuro, futuro. Nos faz deixar de rir, nos faz deixar de brincar. As responsabilidades trazidas pelo senhor tempo tendem a não nos conservar aquela criança que habita em nós e aí se esconde . É então que entra nosso grande ponto a favor que temos contra o tempo. É não deixar morrer essa criança. Podemos viver, sim, mas com alegria e sinceridade de criança. Podemos e devemos ser adultos, com todos os afazeres de adultos, com ordens a dar e a seguir, gente para educar, contas a pagar, viagens a fazer, mas sempre com um sorriso que conserve aquela ingenuidade e honestidade infantil nos lábios. Sempre com aquela disposição interminável que nos faz perder os limites vez em quando.
A infância é o período mais curto de nossas vidas e dela apenas levamos flashes, bonecas carecas, carrinhos sem roda e roupas pequenas. Devemos levar muito mais. Devemos levar sempre conosco aquele pequeno grande coração que foi desamolecendo ao longo do senhor tempo à medida que cada vez mais aumentava o volume de sangue bombeado. Devemos sempre nos lembrar da criança que fomos para formar o adulto que queremos ser.Eis mais um motivo por que devemos levar tão a sério esse negócio de ser criança, sem medo de nos chamarem de infantil. Antes ser um infantil, meus caros, a não poder reviver a criança dentro de nós por esquecer de ter sido uma. Seja criança novamente não só por você, mas pelo mundo ao seu redor, que a cada minuto transforma o sentido dessa palavra. Não deixe a infância morrer. Nem que para isso você deva ressuscitar a sua dentro de você.
Por isso é bom brincar de ser criança. E antes que o senhor tempo devastador leve para muito longe a criança que um dia você foi, dê uma volta na grande roda que é a vida e ‘bata salve-todos’ pela sua.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

(dois mil e seis) sorriu para vocês


O passado ainda está tão presente, que fica um tanto quanto difícil de prever o futuro. Mais um ano se despediu de nós e fica sempre aquela balança invisível de nossas cabeças que regula os arrependimentos e as novas resoluções. E aí sempre rola aquela avaliação se foi um ano bom ou ruim. Para mim, não existe ano bom ou ruim. Vá lá dizer que um dia foi bom ou ruim, mesmo porque 24 horas nos permitem fazer uma avaliação mais detalhada. Já 365 dias se trata de um espaço de tempo muito grande – ou não – para que se diga se foi um período feliz ou não. Avaliar se foi um ano positivo ou negativo é tão difícil porque para mim esta avaliação está intrinsecamente ligada ao conceito de felicidade. E este é um dos sentimentos mais complexos, pois chego até a duvidar sequer da permanência dele. Assim como acho que há apenas momentos felizes – e é só então que a felicidade aparece -, da mesma forma me é complicado avaliar se 2005 foi feliz. Teve, portanto, momentos felizes. E se a felicidade em sua completude existe, ela se fez presente apenas nestes momentos.
“Por onde vou guiar o olhar que não enxerga mais?”, disse o poeta, abrindo espaço às previsões, à vontade de ver a luz, de conhecer o que está por vir. De ver anunciado o horizonte distante que, quem sabe, guarda momentos felizes. Assim é 2006, um ano de esperanças diversas, mas um ano de pés no chão. Sabe aquele texto lá em baixo sobre incerteza?? Pois é, deixe a incerteza positiva guiar este ano que lhe mostra os dentes! Deixe a retrospectiva de 2005 ser ofuscada pela falta de uma expectativa detalhada de 2006. Não espere muito de um ano que mal começou. Planeje-se, trace objetivos, organize-se. Mas não tente prever cada detalhe. Não tente supervalorizar os percalços, as dificuldades. É com a improvisação que mais se aprende. Guie o novo ano como um encapuzado que vai aprendendo a enxergar melhor com os outros sentidos, em vez de morrer sufocado. Burle a pontada de vontade que sempre dá de desejar a perfeição ou um divisor de águas que vá mudar tudo repentinamente. Porque certamente seu pedido não será atendido.
Apronte-se para 2006!! Ele se apresentou com um sorriso para você. Cabe, então, retribuir a simpatia com muita garra e força, para no final dizer que ele valeu a pena, seja sendo avaliado como bom ou ruim por você. Para mim, 2006 já é um ano de momentos felizes, pois começo com saúde, disposição e, melhor ainda, tenho família, amor e amigos para me ajudar caso um destes me falte no trajeto. Portanto, não há o que tentar prever ou esperar; há o que viver !!!! 2006 sorriu para vocês!! Faça como diz a boa-educação e humildemente sorria de volta. E, se puder, seja mais ousado: estenda-lhe a mão e o convide para dançar.

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Seja Útil


Doar sangue é doar esforço e vontade de ajudar. Muitas pessoas temem aquela agulha nada fina e a sensação de mal-estar de ser picado por ela, além do enorme trabalho que deve ser se dirigir ao posto de coleta. Já escutei, inclusive, - perdoem-me quem me disse isso, mas é um absurdo – o infundado e desinformado argumento de que ao doar sangue, arrisca-se a contrair doenças. A agulha é grossa sim, não vou mentir. A sensação de tê-la enfiada no braço é desconfortável como uma picada de formiga. A possível tontura após doar é completamente normal, haja vista que, ao retirar seu sangue, vai com ele sua glicose. E a segurança de quem empresta seu braço para doar seu sangue é tão grande quanto aquele que transa com uma camisinha que não fura, quanto aquele que usa sua própria agulha descartável para se picar, quanto aquele casal que passa a vida inteira sem incorrer em infidelidades. Em outras palavras, o risco é zero e, opinião de doador, podem confiar.
Compreendo que muitos temem mesmo a agulha e, por ter medo de sangue, temam ainda mais ver o seu próprio sangue saindo por um troço enfiado no braço. Contudo, minha gente, é um ato tão nobre, tão especial, tão engrandecedor, que todos estes pontos desfavoráveis de que falei parecem tão pequenos...A sensação de poder ajudar alguém que possa precisar do seu sangue para sobreviver é tão maravilhosa, que qualquer sensação de desconforto físico causada pela doação é irrelevante por demais. Mas esse desconforto é mínimo e momentâneo, talvez uma leve tontura, como já disse, e só. Nada mais.
O efeito principal de doar sangue é o de exercer cidadania. É se fazer atuante. É ajudar sem esperar nada em troca. É doar esperança e amor. É ser generoso no sentido mais justo da palavra. É simplesmente ajudar. E se você quiser experimentar desse sentimento fortalecedor, doe!!! Sinta-se importante, sinta-se grande!!! Se você não teve hepatite, possui mais de 50 Kg, tem uma atividade sexual que não possa ser considerada de risco, se possui taxas de anemia consideradas normais e não está tomando qualquer medicação, o que está esperando para ajudar alguém???? Por que temer algo que não há sentido em temer??
Como alguém que já fez sua parte e vai continuar fazendo até o fim da vida, posso afirmar certamente que a alegria de doar é imensa!!!E é com um sorriso na boca e nos olhos que irei todas as vezes a cada três meses de minha vida. E que meu sangue possa levar esperança para muitos e que salve e ajude tantos quanto for necessário para ajudar a viver. Esse sentimento não tem preço. É impagável !!! E se você é um dos que teme agulhas ou desconfia da segurança dos equipamentos e materiais utilizados para retirar o sangue dos doadores, trate de reavaliar seus paradigmas, trate de repensar seus valores e a que você veio ao mundo. Se para se fazer útil ou desperdiçar uma de suas muitas utilidades.

domingo, dezembro 25, 2005

eu vi o passado e não gostei


O espírito de Natal nem me tocou como em muitos neste ano e não sei explicar a razão. Nessa época, uma linha tênue divide em nós dois sentimentos: euforia e melancolia. Eu, particularmente, não experimentei nenhum dos dois. Primeiro porque tenho alguns motivos, sim, para estar eufórico, mas também muitos para estar melancólico. Também não sei explicá-los bem, mas sei que eles existem em algum lugar..É assim o Natal pra mim, um misto de pensamentos e flash backs, de promessas cumpridas ou não, de resoluções futuras que podem ou não acontecer..Enfim, a hora de com um "rewind" ou um "forward" revisitar-me em alguns lugares que estão dentro de mim...Complicado, não?? A vida é complicada, meus caros..Porém, este texto de hoje não se trata de uma retrospectiva 2005, muito menos de uma expectativa 2006, pois este virá mais a frente.
Vim aqui na verdade para contar-lhes que eu vi o passado e não gostei. Hoje eu vi uma gravação pré-histórica (de 1989), quando eu, na época com seis anos, ao som do Balão Mágico, brincava com meus muitos primos amados num prédio antigo da minha vó Maria. Esta gravação pertence a meus tios e primas de Brasília e, por motivos quaisquer, nunca tínhamos visto. Pois é, pessoas, eis que a hora da verdade anunciou-se e a criança que um dia fui foi posta na minha frente, em chatices, irritâncias e gestuais característicos. Agora sei porque odeio tanto crianças metidas, amostradas e chatas...Porque eu era uma delas!!!! Alguns me acham "cricri" e complicado?? Pois o que vi foi um ser dez mil vezes mais; portanto, conscientizem-se de que hoje vocês conhecem alguém bem melhor!!! A toda hora este ser queria chamar a atenção, colocando a mão na frente da lente da câmera, fazendo peripécias e salamaleques vexatórios para aparecer. Que coisinha chata!!!! O que senti ao ver minha família numa época em que era bem mais unida foi muito bom, mas o que senti ao me ver tão diferente do que sou hoje, me deixou pensativo acerca de algumas coisas...De que nossas experiências são o que temos de mais construtivo em nossa vida...Nossa formação é a fórmula que define nosso futuro. Ao me deparar com um passado que eu nunca havia visto, percebi inteiramente a importância do presente. E esta importância nos parece tão menos importante, justamente pelo fato de o presente ser algo tão escorregadio, tão imensurável que parece não existir.
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Muitos vivem se preocupando com as coisas que fizeram e com as que irão fazer. Aprendi com uma simples gravação emocionada que o que devo mais me preocupar é com o que faço. Só assim eu vou me ver um dia no futuro, poder me olhar digitando este texto, por exemplo, e sorrir com algo que tenha aprendido bem.
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A vida é feita de ensinamentos, meus amigos, e o maior deles é o que você aprende agora. Não antes ou depois.

sábado, dezembro 24, 2005

Mar Adentro


mar adentro
mar adentro
e na leveza do fundo
onde se realizam os sonhos
se juntam duas vontades
para realizar um desejo
seu olhar e meu olhar
como em eco, repetindo, sem palavras
mais adentro
mais adentro
pelo sangue e pelos ossos
mas eu acordo sempre
e sempre quero estar morto
para continuar com minha
boca enredada em seus cabelos.

(Sonhos - Ramón Sampedro)
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" liberdade sem vida não é liberdade; uma vida sem liberdade não é vida."
Preciso dizer mais alguma coisa??
Um Feliz Natal a todos.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

ela.


Ela é bem fácil de descrever. Porque o difícil de descrever- sem cair em clichês - é descrever o comum. E de comum, ela tem poucas coisas. Ela ratifica em mim a noção de que há amor incondicional além daqueles do sangue ou da paixão. Porque meu amor por ela é daquele que não se questiona, não se explica...Daquele que só sentindo pra ver. Ela é tudo que alguém pode desejar numa pessoa de bom coração. Reúne todas as qualidades e defeitos exatos que definem alguém ser especial. Possui tudo que torna uma pessoa inesquecível. Tudo nela é marcante, os passos que ela segue são aqueles que poucas pessoas conseguem dar. Porque simplesmente ela é especial. Ela sabe o que é aprender e a ensinar. Ela aprende e ensina como ninguém. Ela tem um jeitinho muito meigo de sempre lembrar do amor que sente pelos seus amores (e de fazê-los sentir-se amados) e outro jeito igualmente especial de dizer o que não a agrada. Ela não gosta de ser provocada, mas atrai inconscientemente todas as brincadeiras alheias para si, como se todos só a percebessem. Ela é sempre o centro...Pequena como ela, grande como ela, é capaz de com o simples ato de chegar, se fazer ficar. Ela é do tipo que aninha seus amores como uma mãe que ama sem questionar. Ela é daquelas que se doa não por achar bonito ou por ser conveniente ou por ser certo. Ela se doa porque faz parte de sua natureza. Ela é eminentemente boa, não há pessoa mais terna e generosa que eu tenha conhecido. Ela é participativa, nervosa, detalhista, cheia de detalhes caricatos que se unificam num perfil inigualável. Ela é assim, alguém em quem se pode confiar, uma das poucas pessoas quem eu deixaria guardar meu coração, se eu o pudesse tirar do peito vez em quando. Ela é uma irmã para mim, é meu ser especial nesse mundo. Uma daquelas por quem eu viveria caso não tivesse porque mais viver. Aquela que me tem por completo em companhia e sinceridade. Aquela capaz de me fazer sentir saudade suficiente a ponto de chorar de vez em quando. Aquela que provoca em mim as mais puras emoções. Aquela que me emociona só de pensar nela. Esta é minha amiga. E como amizade é uma das coisas com as quais Deus me abençoou nessa vida, me sinto mais que abençoado por tê-la como um dos principais elementos desse grupo. Ela é Tatiana Correa Alves, uma mulher que admiro e que me faz perceber todos os dias o valor de uma grande amizade. Ela é aquela que garante a existência de um sentimento puro e perfeito. Ela me ensina todos os dias a possibilidade de amar alguém simplesmente pelo fato de ela existir.
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“Te admiro tanto, que às vezes te imito...”, um dia ela me escreveu. E hoje sou grato por ela ser um de meus exemplos, assim como pude ser uma dia para ela.

Ela é um de meus amores. E dos mais bonitos.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

"quem sou eu" - parte II


Adoro quem ri para estranhos. Adoro gentilezas sem segundas intenções. Odeio gente desconfiada demais. Odeio quando estou em pé no ônibus e alguém puxa a cordinha bem em cima da minha mão. Odeio quando acordo cedo demais com medo de atrasar, pois é aí que eu mais esqueço das coisas. Odeio quando saio e esqueço de pôr perfume. Desodorante, então, é necessário voltar. Odeio quando desço e esqueço o cartão eletrônico do ônibus. Isso eu não aprendo nem a pau. Já aconteceu milhões de vezes. Adoro pessoas simpáticas e desinibidas, que o tratam como se o conhecesse há anos. Odeio quando meu computador fica travando bem no meio da conversa mais interessante. Odeio quando me mandam fazer algo que eu estava a momentos de fazer gentilmente sem precisarem pedir. Odeio água gelada demais, principalmente quando dá aquela dor na garganta. Odeio aquele soluço forte interrompido que dói bem no meio do tórax ( isso também acontece com arrotos interrompidos)...Aquela dor desgraçada é triste. Odeio quando bebo coca e rio e a coca sai pelo nariz...Adoro coca-cola quente e a odeio coca choca. Odeio coração de galinha e quase não como carne em churrasco porque tenho aversão aquele filete grosso de gordura que acompanha muitos dos pedaços. Odeio charque, mas gosto do gosto dela no feijão. Amo suco de beterraba com laranja, cenoura e tomate, mas odeio beterraba pura. Adoro bolo de cenoura com cobertura de chocolate e adoro o bolo de laranja da minha vó Maria. Adoro pickles (principalmente aqueles dois gêmeos do Big Mac), mas bons mesmo são aqueles em conserva. Adoro falar de comida. Adoro quando cutucam meu ouvido com objetos finíssimos tipo mato ou fio de cabelo. Adoro limpar o ouvido, principalmente quando ele está bem sujo. Odeio quem cospe na rua e principalmente na frente dos outros. Odeio quando jogam lixo da janela do ônibus ou do carro. Dá vontade de dar um pedala nessas pessoas. Adoro roubar pirulitos invejados da boca de conhecidos distraídos. Adoro enterrar minhas pernas com areia na praia, mas faz tempo que não faço isso porque é queima. Adoro encontrar conhecidos no ônibus quando estou a fim de conversar, mas odeio quando não estou muito a fim. Adoro a madrugada, o clima da noite, as estrelas e a lua cheia. Odeio o sol de meio-dia e a fumaça dos escapes principalmente nessa hora. Odeio quando o cinto do carro fica cutucando demais o osso da saboneteira. Adoro mostrar músicas e filmes legais para os amigos e odeio quando eles nem ligam para o que estou mostrando. Adoro ritmo misturado a boa letra e odeio batida idiota burra sem nenhuma competência musical. Adoro arte inteligente: música e filme se encaixam perfeitamente nisso. Adoro o surrealismo de Dali e as poesias de Cecília. Adoro quando abro o guarda-roupa e está tudo arrumado sem eu ter arrumado. Odeio arrumar o guarda-roupa. Adoro guardar cacarecos tipo papel de presente, pedrinhas roubadas de museus e bilhetes de cinema. Odeio ter que dar más notícias e amo ser o primeiro a dar uma boa. Odeio quem tem preconceito contra negros ou homossexuais ou qualquer indivíduo fora dos padrões considerados “normais”. Adoro quando minha mãe liga para saber onde estou, principalmente se ela estiver preocupada e não braba. Odeio quando ela organiza minha bagunça, pois eu me acho mais na minha desordem do que na ordem dela. Odeio quando Rufus derruba meus óculos com a pata. Adoro quando lêem meus textos até o final sem eu ter que pedir isso encarecidamente. Adoro receber e escrever cartas, mas tenho preguiça de levar ao correio. Odeio quando levo uma topada mesmo que numa rua deserta, pois nestas ocasiões há sempre uma testemunha ocular que riu de você em algum lugar. Adoro quando me pedem alguma coisa e tenho o poder de dizer para irritar: “vou pensar no seu caso”. Odeio quando dizem isso comigo. Adoro ter razão e odeio ter que resgatar a humildade de reconhecer minhas mancadas, mas isto deve ser feito. Adoro piada mesmo sem graça. Adoro bolsa tipo carteiro, camiseta com frases legais e pulseira. Odeio minha barba troncha. Adoro escrever coisas que adoro e odeio. Adoro quando as pessoas se reconhecem nestes gostos. Se não, paciência. Haverá sempre aqueles que concordam com a sua opinião.

"quem sou eu" - parte I



Gosto de fazer amigos.Gosto de opinar sempre.Sou altamente crítico.Adoro azeitona. Farinha Láctea também. Cinema e música são as melhores coisas do mundo. Gosto de discutir sobre assuntos que domino e aprender os que desconheço. Minha mãe é minha vida. Rufus, meu cachorro, meu grande amigo. Vivo estressado com as faculdades. Mas não me estresso muito brigando com ninguém. Quase ninguém sabe o que eu sinto. Adoro chorar em filme, tenho vergonha não! Odeio injustiça! Odeio preconceito! Odeio falta de educação! Odeio desrespeito! Odeio quem bebe e faz merda(então eu me odeio)! Odeio quem se contradiz! Odeio incoerência! Adoro jogar vôlei. Gosto muito de ler. De escrever também. Adoro implicar..Sou um pé no saco de muita gente!! Adoro ajudar quem não conheço! Faço favor sem esperar porra nenhuma em troca! Odeio me enxugar! Odeio fazer a porra da barba! Odeio roupa social! Adoro all star!!Odeio ir em pé no ônibus!! Odeio quando eu quero falar de mim e as pessoas só falam de si!!Odeio quando não me levam a sério!!Odeio quando dizem que eu estou mentindo qd é verdade!! Adoro qd pensam q é verdade, qd estou mentindo de propósito! Amo show de Los Hermanos!! Odeio brega, como alguém pode gostar disso? Forró, só no São João!! Amo minha família como um louco!! Meus primos são meus irmãos!! Odeio dar satisfação! Odeio ir comprar pão quando acordo (principalmente no domingo)! Odeio quando minha mãe grita meu nome!! Odeio que me dêem fora!! Adoro rir!! Às vezes falo mal de quem não conheço direito, mas sempre me arrependo!! Odeio tirar nota baixa, mas quem é que gosta? Odeio Direito subjetivo demais; as cadeiras mais objetivas são mais legais!! Amo meus antigos professores!! Esses sabem bem quem são!! Sinto muitas saudades do tempo de colégio!! Meus amigos do CM moram no meu coração!! Tenho saudade até dos cursinhos e das pessoas que fui colecionando ao longo do tempo!!Tenho muitas saudades de Venusa, de Moniquinha, de Penha Passos...Amo cozido, sorvete, strogonof,batata frita, jerimum, camarão...Odeio fígado, carne de panela, chá de qualquer coisa...Odeio carne mal-passada, odeio gordura no bife..Amo ir dormir vendo televisão, adoro a MTV de madrugada!Gosto de andar sozinho na praia(uma vez perdida, pq enjôo do caminho)..Adoro quando falta luz de madrugada e a gente fica conversando aqui em casa, matando mosquito e reclamando do calor!! Odeio ficar doente!!Adoro doar sangue!!! Todo mundo que pode devia fazer o mesmo!!Adoro ouvir música nova e adoro criticá-las!! Odeio carro de som no aniversário!!Sou teimoso e cabeça dura, mas escuto, mesmo sem prestar atenção!! Adoro ir ao cinema sozinho!! Sou muito independente, não preciso de ninguém pra me divertir!! Sou muito auto-suficiente pra umas coisas e altamente dependente pra outras!!Odeio esperar e espero que as pessoas cumpram o que prometem!! Adoro gente descolada e simpática!! Odeio patricinha, mas respeito as que respeitam quem não é !! Odeio mauricinho, esses de qualquer jeito!! Adoro gente simples!!Adoro comida da casa dos outros!! Adoro as mães dos meus amigos!! Adoro velhinho que gosta de conversar(mas odeio os que não pedem com licença pq são mais velhos) e criança faladeira, mais ainda!!Odeio babação, puxa-saquismo e gente influenciada!!Odeio grude!! Odeio ciúme!! Adoro ler outdoor!!Odeio cara metido a pegador!! Odeio nariz arrebitado!! Mas também odeio o meu de tucano!!Adoro propaganda inteligente!! Odeio horário político!! Sou PT até o dia em que eu quiser, e juro que nunca serei PSDB/PMDB/PFL!!!Odeio ficar queimado de praia!! Adoro cafuné!! Adoro massagem!! Adoro quando o professor da última aula falta!!Amo baconzitos e sticsy!!!Acho Ruffles meio enjoado!!Tenho 22 e não sei dirigir..E não me chame de retardado por isso; retardatário, talvez!! Todo dia eu invento uma coisa nova pra amar e odiar!!Comigo é assim...Céu ou inferno!!! Mas sou um cara legal, no fim disso tudo!! Espero que vc tb ache..e , se não, fazer o quê, não é? Não se agrada a todos...Mas se conquista muitos!!! E esses são os que realmente importam!!

domingo, dezembro 18, 2005

texto "lindo"


Olha que engraçado! Passei a semana toda guardando coisas legais na minha caixola para vir contar aqui, mas eis que durante este acúmulo de informações, sobreveio uma completa falta de inspiração aliada a uma semana repleta de afazeres intermináveis. Pois bem..O que fazer diante disso??? Gostaria de ter feito um texto lindo acerca da lua cheia que virá nos próximos aniversários do meu namoro com meu bem (até julho de 2006, morram de inveja)...Gostaria de ter feito um texto lindo sobre a simplicidade que vi cantada numa letra de Pato Fu ("quanto mais simplicidade, melhor o nascer o dia")...Gostaria de ter feito outro texto lindo sobre a irmã de alma que se denunciou para mim pelo telefone...Enfim....
Há muita coisa que eu gostaria de ter feito durante a semana e não fiz. Diante disso, caberia aqui me lamentar os textos lindos não-feitos??? De modo algum !!! Também fiz muita coisa nessa semana. Terminei de ver os episódios de Simpsons que eu estava devendo para Luciano, terminei de ler "Fortaleza Digital" que estava devendo para Rafael, dei umas ajudinhas para Aleriane para a segunda fase do vestibular, fazer um trabalho que talvez valesse ponto para a prova de Tributário, além de adiar o estudo para essa prova e me estressar que nem um pito de panela de pressão no dia dela. Puxa!! Pelo menos fiz a prova...
Semana termina, outra começa.
Eis a próxima leva de afazeres: terminar de ler "Briget Jones" que eu estou devendo para Lourdes (tem mais uma pilhinha de livros aqui, mas pelo menos estes eu só devo à Biblioteca), assistir King Kong com meu bem, ensaiar um início das férias tão esperadas que há muito tempo eu não tinha, preparar o espírito para o Natal e Fim de Ano. Na verdade meu espírito nao vê a hora de os festejos natalinos passarem, para Janeiro se pronunciar com um doce aroma de FÉRIAS...Pelo menos há uma certeza: Prova em 2005 não haverá mais!!! E a próxima, antes do dia primeiro de fevereiro não será!!! Portanto, tenho motivos para estar alegre, não????
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Férias? Sim!
Estudar para concurso? Sim!
Ir muito ao cinema? Sim?
Comprar meu ingresso do show dos Hermanos no Teatro Guararapes? Sim!
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Na próxima eu conto minha relação de carinho e amizade com a mulher anta da bilheteria do Teatro Guararapes..Essa rende um texto lindo...e que venha inspiração para fazê-lo se materializar nesta página.
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E o que tem a ver esse duende sentado na foto??? Nem eu sei, mas ele está tão feliz como eu me senti muitas vezes durante esta semana de falta de uma inspiração e de um texto lindo.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

entre risos e canudos



Sei que entre eu e você há bastante espaço para inventar história.
E que nos encontramos não por ironia, mas por hora marcada.
Do destino.
Também sei que se não há amor entre nós, não sei o que há.
Se não for amor, acabamos de inventar um sentimento novo.
Entre risos e canudos.
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(se fôssemos tão loucos a ponto de não pularmos nos braços um do outro....Ai, que loucura triste essa seria...)

quinta-feira, dezembro 08, 2005

amor de hermano


Aproveitando o clima de amor e minha ansiedade comunal que me "perturba" incessantemente, venho declarar mais uma forma de amor!! A do amor-admiração!!!! Uma das demonstrações infinitas da arte de amar, o amor-admiração acontece com menos freqüência do que nosso camarada amor-inquilino do texto de baixo, mas é perfeitamente uma de suas materializações e uma de suas formas que mais costumo praticar!!!
Tanta enrolação assim é enrolação comemorativa, meus caros, haja vista a tremenda felicidade que me acometeu (como diria o admirável Marcelo Camelo) esta semana, ao tomar conhecimento do show da melhor banda brasileira há anos, a Los Hermanos. Este show em especial que me motivou um texto realizar-se-á no Teatro Guararapes...Sim..!!!! Banda pop-rock-mpb em Teatro!! Isso é mais do que presente...É imensurável o prazer da possibilidade de ser uma das vozes ininterruptas que irão acompanhar cada verso de amor cantado pelos hermanos na noite esperada de 26 de janeiro...Mas, a possibilidade traz prazer e angústia...Sim, angústia, porque a possibilidade não é certeza!! O risível fato de que há uma pequena -que seja- possibilidade de eu não conseguir ingresso faz crescer em mim uma angústia desesperadora...Mas, peraí, o otimismo é minha teoria-mor...Basta não dormir no ponto e cair para o abraço no maravilhoso dia em que começarem a vender os ingressos!!!
Bem, vim inspirado por esta forma de amor - o amor pela boa música- para festejar este acontecimento!!! Saibam que estas palavras jogariam confetes na tela do computador se pudessem, tal a alegria com que elas estão sendo escritas...E esta alegria é nada mais do que um fruto desse amor que me faz repetir em claro e bom texto de que Los Hermanos é som, poesia e canção de amor...Como eu costumo dizer, esses caras são os mais sentimentais quando falam de sentimentalismos, são os mais solitários quando falam de solidão, são os mais traídos quando falam sobre traição e são os que mais conseguem chegar perto da minha mais preferida forma de amar (vide texto abaixo) !!!
Enfim, Los Hermanos...falar sobre estes caras é esgotar palavras, pois tal é a competência de suas músicas, que elas só são compreendidas não quando simplesmente ouvidas...Mas sentidas...E o sentimento jorra de cada verso deles...

amorando você


Esse é um texto sobre o amor...E não é sobre algum amor específico...É sobre o simples e profundo gesto de amar...Amar família, amigo, cachorro, a vida,... Sei lá...Não é à toa que o amor é o rei dos sentimentos...É onde fica o maquinista do trem que carrega todas as emoçoes dessa vida...O amor é o que nos move, o que nos faz conviver uns com os outros...Entendam a magnitude do que quero dizer...Estou aqui para ressaltar a grandeza de amar!!! Amar, assim, tal qual Mário de Andrade, intransitivamente...Amor é muito mais além do que pulso acelerado, respiração sem ritmo e olhos brilhantes de fascinação...Amar é bem mais simples do que enxergar raios de sol e dizer bom dia ao dia e à borboleta que o assiste bocejar...Amar é tão simples, tão simples, que está ao alcance de qualquer um...Só há um único amor maior que eu conheço, e não é aquele da música pop...Se há uma forma de amor que merece redoma de vidro contra as intempéries do tempo, que merece ser enaltecida com afagos divinos e com reverências infinitas de todos os corcéis do mundo, esse é o amor de mãe..Mas esse é papo para outra hora...Porque agora é hora de falar daquele amor que dobra a esquina toda hora, daquele que acompanha qualquer princípio de gentileza, qualquer demonstração de carinho, de afeto...O amor que me faz te pedir desculpas quando erro e aquele que me faz perdoar os seus erros...Aquele que me impede de explodir em fúria diante dos meus problemas...Aquele que te faz perceber que amor é mais do que dizer 'eu te amo' quando se tem vontade... O amor não em sentido estrito... O amor do povo, o amor cinza e colorido, o amor por amor...Tanto é amor, que ninguém nunca deixou de experimentar...E quem hesita em se entregar a este exercíco do bem-viver que é amar, é porque na verdade sente falta dele...
É isso aí, companheiros, este é um esboço de ode ao amor, mas àquele amor, espero que tenham entendido, que o faz vir aqui ler este texto, por exemplo... Aquele que você não sabe identificar direito, mas que está sempre aí do seu lado em algum lugar...amorando você...

sábado, dezembro 03, 2005

pegando o bonde


Olha que coisa mais interessante que eu notei durante uma conversa de telefone com Beth... Que eu nasci no tempo errado!!! Isso, tempo errado...Não que eu tenha uma cabeça retrógrada ou à frente do meu tempo...É que eu constatei que eu sempre pego o bonde quando ele ainda nem começou a andar direito e quando eu chego nele parado, ele não tem nem previsão para andar de novo... Deixa eu explicar e, para isso, terei que fazer um grande "mini flash back" :
"quando criança, eu estudei numa escola chamada "Paraíso da Mônica". Vê que legal!! Talvez por isso que eu tenha lido tanto gibi.. Mas sim, esta escolinha estava em ritmo frenético de crescimento, ainda se estruturando, crescia a passos largos, porém não no meu ritmo! Estudei até a 4ª série lá, e já na minha 2ª série ela já tinha mudado de nome para 'Colégio Piedade', tinha já ultrapassado a linha fodona que distingue as escolinhas dos grandes colégios (mas ainda tava no começo). Hoje, mais de dez anos da minha saída de lá, até que é um grande colégio no meu bairro (em tamanho mesmo, porque grande em importância sempre foi), mas não até eu sair de lá na 4ª série. Na minha época, sempre teve um ensino excepcional e devo muito de minha base escolar a este colégio querido, mas o máximo que ele tinha até então de atração principal no recreio era uma daquelas casas de Brinkelândia com dois balanços, gangorra e escorrego! Uau!! Hoje, já tem quadra, piscina, esportes mil, etc...coisas que nem cheguei a aproveitar.. Mas é porque o colégio estava CRESCENDO e eu já tava de partida...
Pois bem, cheguei ao Colégio Militar.. Nova caminhada (hahhaah) , o colégio estava reabrindo após seis anos de fechamento e nem espaço físico construído tinha ainda. Estudei a minha 5ª e 6º série como nômade por dois quartéis da cidade, até chegar à 7ª série na sua sede atual e participar de toda a grande escalada que o CM vem fazendo até hoje.. Pelo menos eu peguei a quadra, mas passei, sim, pelo (re)começo do colégio e certamente hoje há muita coisa diferente por lá. Tudo bem, o colégio estava CRESCENDO e eu novamente me despedindo.hehhe
E, em seguida, como não passei no vestibular, cheguei aos cursinhos, e fui logo pro Motivo, excelente cursinho em Boa Viagem...que estava apenas COMEÇANDO (de novo!!!!). Esse sim, eu peguei o girino mermo, pois tava se reestruturando completamente após o histórico racha com o Colégio GEO.. Então...eu vivi diversas reformas e freqüentei aulas do caralho, mas sempre com um cimentozinho aqui, construçãozinha ali..enfim, o colégio tomando corpo mermo...Hoje soube por Beth que até uma ginasticazinha teve no aulão pro vestibular..Na minha época, mal tinha lugar para ter aulão, quanto mais uma ginástica desestressante...Tudo bem, o colégio e cursinho tavam CRESCENDO, pô...
Dois anos depois, passei pelo Contato de Piedade, que, nem comento, tinha nem o que crescer, mas funcionava e funciona como um anexo da rede Contato, ou seja, eu peguei um bonde parado mermo.
Aí, passei no vestibular, felizão, Faculdade de Direito do Recife, que legal!! Até que enfim vou pegar um estabelecimento de ensino com muitos anos de vida, centenário, lugar onde estudaram Tobias Barreto, Machado de Assis, até Alceu Valença...Que massa!! Um lugar de tradição, achei que, enfim, pegaria o auge de algo, né?? Ah, ah!! Erro crasso...A Faculdade está tão velhinha e desamparada, bichinha, que até pedaço do teto no meio da aula já caiu..Ou seja, em vez de CRESCENDO, está DESABANDO...Mas um dia a FDR irá se reerguer, e até isso acontecer eu já terei saído de lá..."
É nessa hora que eu me pergunto: será que o problema sou eu?? Sera que eu tenho o poder inerente de não usufruir do melhor de nada?? Eu sinto que nasci numa época completamente desajustada, que ainda busca o seu auge em alguma lugar...Quando criança e adolescente, sempre pegando um bonde em construção. Quando adulto, idade acadêmica, maturidade, pego um bonde na U.T.I geriátrica??? Pôxa....será que vou chegar no tempo certo em algum lugar?? Será que vou encontrar o bonde certo em alguma lugar??...Tomara...Porque uma vida de bondes errados como a minha deixa qualquer um em dúvida se é comica ou trágica...
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Contudo, querem uma constatação positiva?? Alguém vê o tijolo do meio de uma pirâmide??? Eu, particulamente, presto mais atenção em suas bases e em suas pontas...E eu sempre estive por perto desses dois lugares....

quarta-feira, novembro 30, 2005

é de brisa

É assim : a gente acorda e se levanta e escova os dentes e estica as pernas e come uma coisinha e liga o som e toma banho e sai de casa e pega um ônibus (lotado) e chega na faculdade e boceja e conversa e discute merda e finge que presta atenção e que sono da porra e acaba a aula e sai pro intervalo e compra picolé de brigadeiro e pipoca salgada e volta pra outra aula e dessa vez assiste porque o sono passou e se tiver a aula e acaba a aula e se levanta e vem de carona e pega outro ônibus e chega debaixo de sol de meio-dia e reclama com o cachorro porque ele fez algo de errado e fica com calor e toma outro banho e faz um calor desgraçado e liga a TV e esquenta o almoço e se tiver almoço pronto e almoça vendo o Jornal Hoje ou vendo Roger e boceja de novo e sente vontade de dormir e fica puto porque tem que estudar e promete dormir pouco dessa vez e não consegue e dorme ouvindo música e perde a hora e acorda doido porque não estudou nada e já são quase cinco da tarde e tem que tomar outro banho nas carreira pra não perder o outro ônibus pra chegar na hora da outra faculdade e chega lá e talvez tenha aula e espera professor e conversa e fofoca e conversa e come pastel e espera e liga e professor vem (?) e caralho, ele não vem e porra, e agora ? e pra quê eu vim? e se arrepende de ter vindo e roga praga para a desorganização da universidade pública e espera a outra carona e desestressa no caminho conversando coisas legais e pega outro ônibus e chega mais cedo do que o normal e janta assistindo MTV e já está com sono e vai pro computador e fica procurando o que fazer sem vontade de fazer nada e passa a hora e todo mundo chega e a rotina do dia vai terminando e fala com o amor pelo telefone e passa o tempo e passa o tempo e passa o tempo e desliga sem vontade de desligar e já está com sono de novo e liga a internet e checa o Blog e checa o email e bate mais sono e toma outro banho se tiver muito calor e liga o ventilador na cara e o cachorro sobe em cima e dá boa noite e pega no sono e sonha merda e não lembra e acorda e se levanta e escova os dentes e estica as pernas e come uma coisinha...
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Esse é o roteiro que se repete quase que constantemente...Algo capaz de alterar essa rotina é como doce brisa num dia abafado sem sombra...E assim a gente vive, torcendo pelas brisas...

terça-feira, novembro 29, 2005

Dia de Cão


Hoje foi um dia daqueles...nenhuma referência àquele livro de figuras fofas que vende como água por aí...Foi um dia simplesmente chato. Sabe um dia sem lado positivo algum?? Sabe o dia que o faz se arrepender de ser tão otimista?? Sabe o dia em que você acha melhor ter pulado do calendário?? Pois é...Tão cedo aqui no Blog e eu já com reclamações...Mas, sinceramente, hoje foi um dia incomum o bastante para valer um texto aqui!! Não vou contar tim tim por tim os fatos ocorridos hoje, mas sabe quando todas as probabilidades de dar algo errado finalmente acontecem?? A única coisa boa que me ocorreu hoje foi não terem acontecido mais coisas ruins...
Mas, tudo bem, isso acontece...O negócio é respirar fundo, pensar quase que mantramente que isso faz parte da vida...Um dia de azar acontece com todos...
É aí que me pergunto...Tá certo, eu acredito sim na sorte e no azar, mas o que me determina ter ou não sorte ou azar?? Será que a sorte é a explicação abstrata para o retorno de algo que você fez de bom e o azar, o mesmo para algo que fez de ruim?? Porra, o que é que eu fiz, hein??
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Chega de desabafo. Queria só completar por hoje um negócio legal que eu vi nos Simpsons..Num de seus discursos filosóficos, Lisa questionava o que realmente garante que o som existe quando não há ninguém por perto para ouví-lo... O exemplo que ela citou foi o seguinte: se, no meio do nada, cai uma árvore, e não há um ser humano ouvinte sequer num raio de quilômetros que capte estas ondas sonoras...O que garante que o som realmente existiu naquele momento se não houve ninguém para ouvir?? Será que o som só existe quando provoca vibrações nos nossos tímpanos??? Interessante, não?? Não?? Eu achei!!!! E é novamente nesse ponto que eu me pergunto...
Quem garante que o azar que me acompanhou no dia de hoje existiu só porque eu estava lá para ouvir o barulho que ele fez quando caiu??
Um dia eu aprendo a fugir desse som ruim para fazê-lo desaparecer. E não haverá dia de cão que me fará mais lamentar dessa vida que.....é bonita, vai......

domingo, novembro 27, 2005

(in)certeza


Juro que esse aqui tou começando sem saber por onde começar e sem saber quando parar...Só tou com vontade de escrever e pronto! Nem agüentei esperar pelos comentários do outro texto otimista...E decidi que pelo misto de ansiedade e vontades do nada que rodeiam minha vida, não vou ficar dependente dos comentários deste Blog para escrever algo por aqui...se ninguém escrever por lá, sinto dizer que pareço ser o último grande otimista da Terra; ou então, o maior melodramático do Planeta, porque nem deu tempo do povo ler o texto direito, quanto mais de comentar...
Hoje tou a fim de falar sobre as incertezas da vida..Esse próprio texto é uma grande incerteza: tou a fim de falar de muitas coisas, mas estou sem idéia alguma!! Eu sempre fui muito acostumado a escrever sobre roteiros pré-determinados e pautando minha escrita para uma correção nem sempre tão justa..Por isso, assim, de improviso, sem saber do que falar, fica tudo mais complicado!
Todo mundo diz que tudo dá mais certo se não tiver sendo muito esperado..Mas é que eu sempre pensei que a improvisação fosse o adicional do planejamento e não o contrário...Mas também nunca fui um carinha perfeccionista, nem seguidor fiel de regras e metas delineadíssimas..Pelo contrário, hoje me descubro cada vez mais como alguém que não prepara muito o terreno para nada, mas que sabe bem aonde quer chegar e o que fazer...Não importando tempo, modo ou intensidade.
Talvez a incerteza seja algo bom o suficiente para não projetar expectativa sobre nada...isso ajuda muito na hora de não se decepcionar...A vida foi feita para se surpeender, e a espera por menos gera conforto na maioria das vezes!! Então!!!!.. Porque vou gastar toda a ansiedade que me é característica com o início de algo que pode me decepcionar profundamente?? Não é bem melhor deixar para ansiar na fase final ?? Hoje, mais do que nunca, sigo esta grande máxima : penso o que quero, faço o que posso e desejo o que me é justo. Não espero nada a mais, muito menos perfeição!! Não me cobro mais do que posso dever a mim mesmo porque sei que essa é uma batalha sem volta..Porque sei que uma hora eu vou perder para mim mesmo..Porque sei o gosto ruim da derrota..e é amargo que só a porra...
Desejo o melhor para mim e para as minhas conquistas e acredito piamente nelas..Só aprendi a dar-lhes a porção de preocupação que elas merecem antes delas se mostrarem como possíveis derrotas...Aprendi a não esperar demais de mim mesmo...Aprendi a reconhecer meus próprios limites...a não me achar ilimitado..a ter a humildade de me cobrar pelo que mereço...a ter a paciência de me deixar levar pela incerteza da possibilidade...assim como a vontade de escrever que me moveu lá no começo...
Não escrevi nada que não possa carregar e nem apaguei tudo de que um dia pudesse me arrepender...
E a incerteza de poder fazer algo de bom ou algo de desastroso me faz muito melhor do que a certeza da superação ameaçada pela angústia da decepção...