
quarta-feira, junho 04, 2008
O abismo

segunda-feira, junho 02, 2008
Toda alma é meio gente

Toda alma é meio besta, meio tapada, natural. Toda ela é boçal, medrosa das perdas e saudosa dos ganhos que ainda não teve. Toda alma é quase tudo, pois cada dono possui um absurdo e vasto mundo fervendo na panela. É retrato do retrato do mosaico mais elaborado, como gente dividida e junta tudo reunida. Toda alma é meio lençol de cama quando ficam as marcas de quem ama. Toda ela é meio susto da verdade de existir, é meio medo do escuro de esconder. É meio revelação dos desejos mais criminosos, libidinosos e nossos. Toda alma é meio careta, um tanto quanto afeita à resistência de tudo que vem de novo. Toda ela é meio pra cima, quase pro meio, um tanto pra baixo, a julgar o humor. Dependendo do amor. Do que dói. Ou do que destrói, sem licença, sem desculpa, e sem ‘por favor’. Toda alma é toda etérea, meio fumaça, quase eterna, um tanto desgraça. Uma parte é do mundo de lá, outra do de cá, as duas dos dois e nenhuma sofre à toa. Nem todas boas, algumas más, todas erram, outras acertam, várias delas consertam. Nenhuma fica pra trás, todas vão adiante; toda ela é tão errante quanto o corpo que as abriga. Toda alma é suja de alguma mancha que ficou, e quase nenhuma não leva no dorso mágoa ou rancor. Toda alma é paciente, seja no sul ou ocidente, seja no norte ou oriente, qualquer lugar pra que se aponte. É tudo igual e diferente, tanto de lado, quanto ao avesso ou de frente.
Toda alma é meio gente brincando de ser inconseqüente.
* imagem por João Lobo
Rastro
quinta-feira, maio 29, 2008
Many Shades of Black

domingo, maio 18, 2008
À fogueira
*
Sou todo assim e assando.
sexta-feira, maio 02, 2008
Pra quê chorar?

segunda-feira, abril 21, 2008
Promiscuidade

O ser humano possui essa tendência limitadora (não errada, afirmo) de criar pódiuns mentais, de estabelecer critérios de desempates entre as pessoas, de caracterizá-las como em listas, mascarando tal atitude como "estabelecer prioridades". Eu chamaria isso de propriedade privada do coletivo.
Para explicar melhor meu ponto de vista devo acrescentar que a pessoa precisa se fazer importante para a outra. Seja nos 5 minutos que têm para tanto, seja nas 24 horas. E essa importância não se faz com declarações, não se cria com presença apenas. Esse valor é natural. Não é uma obrigação a ser necessariamente conquistada, muito menos um objetivo obrigatório. Pessoas se gostam. Elas aprendem a se admirar, e esforço não é contundente para isso.
Gosto de colecionar meus pares. Muito me agrada ter vários laços, muitas vezes difíceis de administrar, sendo quase sempre impossível de agradar a todos. E essa união de grupos dos mais diversos me faz experimentar as mesmas sensações, travestida de posturas diferentes. Como numa espécie de adaptação instintiva, confesso que gosto de conhecer as excentricidades alheias, e, se não me agradam, sobrevivo a elas, aprendendo com o exemplo que não quero para mim. Se me conquistam, quero-as perto, como parte da coleção. Uma espécie de troféu do coração.
O grande desafio desta tarefa é conviver com a diversidade de temperamentos. É preencher as expectativas que os outros depositam sobre você. E, diante da inexistência de perfeição, é humano perceber que, apesar das impossibilidades, o que é verdadeiro sempre fica. E, com esse jeito agregatório, prefiro construir alicerces das mais diversas arquiteturas, texturas, modelos e materiais. Minha base se faz mais sólida. E, meu projeto de vida, mais valoroso.
Mais resistente aos impropérios da vida.
segunda-feira, março 24, 2008
Mais uma vez e novamente

Que quando um amor assim se acaba, pode haver ninguém.
Dessa vez não foi diferente, eu ouso até dizer
essa tortura que a gente não pôde esconder
destruiu minha paciência dada a você.
Tantos protestos do seu corpo tive que agüentar
Mesmo querendo tal distância não pude evitar
Premissas e convencimentos me adiaram a dor
de partir antes que esquecesse desse seu amor
toda loucura consagrada num pranto sem cor.
Mas olha bem
Não é porque eu sou sozinho, hein
que você joga esse seu charme e tem
todo o meu tempo e sentimento guardado na mão
e me devora todo alarde que inventara em vão
Pensa bem
Não crie dúvida em seu coração
me deixe em dívida com a compaixão
Pois nesse jogo de pecado, só não quero ter ao lado
alguém sem razão.
Não, não, não,
não peça perdão
Quem vem pode ter boa intenção...
Vai, sai, me distrai toda essa tensão
Sempre que eu prevejo o jogo erro sem querer
Toda vez que eu me despeço tropeço em você
Mas não demora muito a hora da gente saber
Que a vitória é mesmo de quem não souber sofrer
Minha loucura me pedindo doida pra ficar
Meu raciocínio calculando o quão veloz correr
Sua presença em sacrifício motiva a tentar
Mais uma vez e novamente, dessa vez é diferente?
Você não será ausente? Vou tentar, não se atormente...
Arrependimento sente quem pagou pra ver.
sexta-feira, março 14, 2008
Hiato

terça-feira, janeiro 29, 2008
Demônio na estrada

quinta-feira, janeiro 24, 2008
Ledger...Lenda?


James dean, Bruce Lee, Brandon Lee, River Phoenix. Estrelas precocemente levadas do recinto terreno, pelos mais diversos motivos. Tão chocante e repentino se torna o fato, que logo se tornam mártires. Numa espécie de marketing pessoal póstumo (e mórbido), tais estrelas alçam, mesmo após a morte, algo semelhante à "Calçada da Fama" de nossas consciências. Como numa espécie de agradecimento pelo pouco (ou não) a nós por eles proporcionado - em virtude da brevidade de suas vidas-, além de uma forma de recompensa pelo trágico da chegada da morte em idade tão pouca, prontamente a opinião pública os imortaliza, criando uma espécie de símbolo da fragilidade da vida ante à irremediabilidade da morte.
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Beatles do Século XXI


sábado, janeiro 12, 2008
Diagnóstico

que estou curado
que os batimentos
estavam acelerados
por conta de alguns tormentos
não resolvidos
mas basta uma dose de um certo remédio
pra destruir o tédio
e levantar todos os prédios
que desabaram
quando você se ia.
O que eu não via
talvez você também não enxergasse:
uma miopia e uma cegueira
juntando desastres.
Mas basta uma nesga de coragem
e de impetuoso desejo de limpar arestas
que do pranto se faz festas.
Pressão aumenta, esperança renovada
cá estou à espera de uma outra levada
que junte minha vontade com o que desejas
e transforme tudo que não foi
em algo que talvez seja.
segunda-feira, dezembro 31, 2007
Feliz Dia novo
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Carta a Inácio

Recife, 13 de março de 1987.
Inácio,
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Pausa para a ceia

sexta-feira, dezembro 21, 2007
Carta a Rosana

terça-feira, dezembro 18, 2007
Breve Particular

quinta-feira, dezembro 13, 2007
Via dupla

domingo, dezembro 09, 2007
Sobre a fragilidade


